Discurso do Presidente da ACIPS


Discurso de Abertura da Expo

Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira, Excelência

Senhor Presidente da Câmara Municipal do Porto Santo

Senhor Deputado

Senhor Delegado do Governo Regional no Porto Santo

Senhoras e senhores convidados

Senhoras e Senhores expositores

Em nome da Associação Comercial e Industrial do Porto Santo agradeço, reconhecido, a presença de Vossa Excelência, senhor Presidente do Governo Regional, por considerá-la mais um testemunho da atenção e da amizade que o senhor Presidente tem por esta ilha e pelo seu Povo.

A qualidade, a inovação e o rigor são algumas das imposições que naturalmente perseguimos, conscientes das nossas limitações e dimensão, mas convictos da imperiosa necessidade do Porto Santo apostar na necessidade de mais serviços de qualidade e na diversificação da sua estrutura comercial actual.

Daí a nossa aposta na formação profissional, porque queremos contribuir para que os recursos humanos desta ilha estejam preparados para responder com adequada qualidade aos desafios que exigem qualidade e uma nova mentalidade.

Não podemos parar no tempo, senhor Presidente do Governo, cruzar os braços ou pensar que os investimentos públicos, cada vez mais selectivos, serão a solução dos nossos problemas, da nossa dupla insularidade.

Temos que dinamizar os privados, mudar as mentalidades e incentivar os jovens, o que implica estimular a modernização do sector comercial para que a ilha acompanhe, ao nível da oferta que disponibiliza a quem a visita, a tendência necessária de um aumento da procura turística que continua a confrontar-se com a sazonalidade que não é difícil de superar.

Continuaremos também a incentivar os jovens do Porto Santo para a agricultura e para a criação das suas próprias empresas, porque eles são efectivamente necessários ao processo de desenvolvimento desta ilha. Sem os nossos jovens, sem o apoio que lhes possa ser propiciado, não temos futuro.

O Porto Santo como destino turístico em expansão, tem que garantir a todos os visitantes, a qualidade que marcará a diferença e incentivará a sua procura externa.

Neste contexto, Projectos turísticos recentemente anunciados no âmbito da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo e tendo o campo de golfe como epicentro dessa aposta de investimento, abrem novas perspectivas.

Não podemos desistir de encontrar uma possível solução para o empreendimento “Colombos Resort”, sobretudo pelo impacto negativo e o desincentivo que aquela estrutura paralisada e em degradação representa para outros potenciais empreendedores privados.

Um contributo decisivo para promover o destino Porto Santo seria alterar a situação, actual ao nível dos transportes aéreos.

Neste quadro, é tempo de perdermos complexos de superioridade e apostar no reforço da promoção da ilha na Madeira – que continua a ser o nosso principal mercado turístico – bem como no mercado continental, conscientes de que atravessamos uma crise económica e financeira que afectará, este ano e no próximo, os objectivos pretendidos.

Senhor Presidente do Governo,

Minhas senhoras e meus senhores,

Os tempos não são para reivindicações nem para propostas exageradas que sabemos não serem possíveis concretizar.

O que coloco à consideração do senhor Presidente do Governo é a importância da ACIPS continuar a usufruir de apoios para desenvolver a sua actividade, pois sem eles não somos capazes de fazer rigorosamente nada.

Às vezes parece que estamos sob uma espécie de suspeição que nos penaliza.

Não andamos a roubar nada a ninguém, estamos todos empenhados em manter a ACIPS como uma instituição activa e necessária mas não temos recursos financeiros suficientes, pelo menos nesta conjuntura.

Mas se não garantirmos apoio, será melhor então que os empresários desta ilha debatam o futuro da Associação e tomem as decisões que se adequam melhor à realidade.

Reduzimos o nosso quadro de colaboradores especializados, diminuímos substancialmente as acções de formação, pelo que temos, repito, uma limitação natural de recursos.

Mesmo a realização deste certame, puramente emblemático – até porque seria muito fácil refugiarmo-nos no argumento da crise e da dificuldade de mobilizar interessados – só é possível graças aos apoios de várias entidades e de todas as empresas, instituições e demais expositores aqui presentes.

Governo Regional, Administração Publica do Porto Santo, Câmara Municipal do Porto Santo, Porto Santo Line, ACOPORAMA e outros são as entidades que nos permitem manter esta Expo. Sem elas este certame não seria possível!

Sabe Vossa Excelência, senhor Presidente do Governo, que nunca serei um obstáculo a ninguém.

Quando concluir que é por causa do Presidente da Direcção da ACIPS que as coisas não se resolvem, independentemente das dificuldades financeiras regionais existentes, serei o primeiro a impedir o protelamento dessa situação, tomando a decisão que melhor servirá a Associação.

Encontro-me empenhado, sempre estive empenhado, em defender esta ilha e os interesses dos nossos associados.

Mas não posso estar permanentemente sob suspeição ou indirectamente a prejudica-los.

Agradeço, em nome da ACIPS todos os testemunhos de apoio recebidos por ocasião desta Expo. A todos os empresários, empresas e instituições públicas e privadas presentes, uma saudação de amizade e de profunda gratidão por terem acreditado nesta aventura, cujo sucesso com eles queremos partilhar.

Senhor Presidente do Governo

Minhas senhoras e meus senhores

Precisamos de estabilidade política e social e de uma governação que garanta capacidade de negociação com o novo poder central em Lisboa.

Os tempos não são para aventureirismos, nem para ilusões ou crenças em facilitismos ou demagogias.

Temos que saber escolher, entre nós, aqueles que melhor sabem e podem liderar os novos tempos com os quais a Madeira se confrontará.

Devido ao impacto desastroso e negativo de uma herança que conduziu Portugal ao dramático pedido de ajuda externa, graças ao maior défice das contas públicas em mais de 30 anos de democracia, a um desemprego recorde de quase 1 milhão de pessoas, a níveis de pobreza e de exclusão social inquietantes e que afectam entre 30 a 40% da população portuguesa, ao aumento do crédito malparado das famílias e das empresas, a valores recorde de falências de empresas, enfim, a uma realidade que no fundo não se compadece com hesitações ou apostas erradas.

Porto Santo, 26 de Agosto de 2011

 O Presidente da ACIPS

José António Castro